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Francisco José Viegas

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O primeiro dever de um criador é o de respeitar os outros colegas de ofício.

Francisco José Viegas 14 de Setembro de 2017 às 00:30
Roubar à vista de todos – parece (mas ainda não foi provado) que foi o que aconteceu com Tony Carreira e Ricardo Landum em relação a 11 autores de canções igualmente más. No dizer do Ministério Público, o cantor e o compositor "arrogaram-se autores de obras alheias" após "modificarem os temas originais".

Ou seja: roubaram à vista de todos, mesmo tratando-se de canções tão más quanto as originais. Não posso aferir da natureza do roubo – mas da sua qualidade.

Durante mais de cinco anos, Carreira interpretou, à vista de todos (e com o patrocínio da televisão pública e de uma rede de supermercados, por exemplo), canções que tinham sido (vamos lá escolher as palavras) ‘fortemente inspiradas’ em outras, espanholas e francesas – mas dizendo que era seu autor (com Landum).

Os direitos de autor (bem como as patentes e licenças) são o que permite a vida independente dos criadores – não o roubo, nem a resignação aos apoios do Estado.

O primeiro dever de um criador é o de respeitar os outros colegas de ofício. Ou de lhes pagar em conformidade. Será que Carreira caiu mesmo na esparrela? 
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