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Francisco José Viegas

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Naquele filme divertido de John Huston, ‘A Honra dos Padrinhos’, Jack Nicholson e Kathleen Turner jantam.

Francisco José Viegas 30 de Outubro de 2017 às 00:30
Naquele filme divertido de John Huston, ‘A Honra dos Padrinhos’, Jack Nicholson e Kathleen Turner jantam e trocam uma primeira promessa de amor ao som de ‘Noche de Ronda’, em versão ‘mariachi’ – mas é um bolero, um dos mais belos.

Ninguém deu pela canção – mas é de uma beleza única.

O seu criador, o mexicano Augustín Lara, é também o intérprete eterno de ‘Arráncame la Vida’ (um tango imortal), de ‘Granada’, ‘Piensa em Mí’ (que tem uma versão almodovariana de Luz Casal), ‘Veracruz’ (que deu o título do romance de Enrique Vila-Matas), ‘Solamente una Vez’, ‘Amor de mis Amores’, a lista é imensa, e as suas canções mereceram a voz dos grandes intérpretes de música latina – e de boleros, a grande canção da tristeza amorosa.

Na sua monumental antologia de poesia mexicana, Gabriel Zaid incluiu Agustín Lara (e o poema ‘Janitzio’) – justíssima homenagem da literatura a um dos grandes poetas da música mexicana ("Arráncame la vida, con el último beso de amor."), nascido há 120 anos, cumpridos hoje (1897-1970). Vão ao Spotify, vão ao YouTube, mas oiçam Agustín Lara.

É único.
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