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Francisco José Viegas

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Para o que as coisas e as obras do passado estão guardadas.

Francisco José Viegas 12 de Dezembro de 2017 às 00:30
A pesar dos protestos, que voltaram depois de uma acalmia, o Met, Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, recusou retirar uma pintura de Balthus, ‘Thérèse Sonha’, das suas paredes.

Uma petição pública exigia que fosse retirada porque o retrato (de 1938) levava o Met a "romantizar o voyeurismo e a objetificação das crianças" – e a "desculpabilizar a onda de agressões sexuais a que estamos a assistir".

Pobre Balthus (1908-2001), o protegido de Rilke, de Gide e de Cocteau, o admirador de Piero della Francesca, o amigo de Camus e de Saint-Éxupéry, Malraux ou Man Ray. Para o que as coisas e as obras do passado estão guardadas.

Já tínhamos visto o primeiro-ministro italiano mandar tapar as esculturas do Renascimento para receber o seu homólogo iraniano, entre outros casos de imbecilidade temporária – que ameaçam tornar-se mais prolongados.

Para substituir o quadro de Balthus, a petição propunha apenas que se usasse uma obra de uma mulher, do mesmo período. Podíamos recuar até Artemisia Gentileschi, no século XVII, que despedaçava cabeças, mas enfim.

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