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Francisco José Viegas

Vida saudável

Histórias de amor – medo, euforia, dominação e submissão, portanto – assustam e comovem.

Francisco José Viegas 23 de Fevereiro de 2015 às 00:30

Histórias de amor – medo, euforia, dominação e submissão, portanto – assustam e comovem.

Nem sempre são felizes, mas a sua duração é encantadora. Jane Austen, a autora de ‘Orgulho e Preconceito’, o clássico dos clássicos na matéria, não está assim tão distante de E. L. James, mas só evocar o nome de Miss Bennett e de Mr. Darcy (os personagens de Austen) soa a escândalo e atrevimento para a "boa sociedade". E, na verdade, é isso que está lá: orgulho e preconceito, submissão e segredo, dor e euforia, ingredientes básicos. Acontece, simplesmente, que a escrita de E. L. James (a sua "densidade literária") é, de facto, o menos importante numa história sobre a luta de classes no mundo do sexo.

Chamar-lhe "pornografia para mães de família", acho um elogio e tanto – elas, mães de família, não terão direito? Fantasias para senhoras de meia-idade? Seguramente. Mas onde é que isso é uma coisa má? Além do mais, a figurinha gorducha e sorridente de E. L. James aproxima-a das mulheres reais, desejosas de ultrapassar a linha vermelha. Desde que não se magoem, por mim tudo bem.

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