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Helena Garrido

Novo (velho) Banco

A capacidade do Governo para se livrar de decisões é enorme. Novo Banco é um exemplo.

Helena Garrido 5 de Dezembro de 2014 às 00:30

A venda do Novo Banco inicia-se sem que alguns dos problemas básicos do processo de intervenção no BES tenham sido esclarecidos ou resolvidos.

Um dos mais importantes problemas está relacionado com os clientes, pequenos aforradores que consciente ou inconscientemente tinham o seu dinheiro aplicado em títulos sobre os quais se criou a expectativa de que seriam pagos. Sim, algumas dessas questões estão a ser resolvidas mas com perdas inesperadas para os aforradores.

Outra das questões que merece especial atenção é a da divisão entre activos saudáveis – que estão no Novo Banco – e activos tóxicos. Para já conhecemos as contas iniciais do banco saudável. Mas desconhecemos o que está no banco tóxico.

Estas duas questões são fundamentais para se perceber exactamente quem está a pagar a intervenção no BES. Vender o banco sem se conhecer exactamente o que se está a passar não parece ser o mais recomendável. O país vai continuar. Atirar problemas para o futuro não é uma solução.

Novo Banco BES economia negócios e finanças
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