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Helena Garrido

Vencer o medo da diferença

As pessoas morrem, as ideias não. ‘Charlie’ é a imagem da liberdade de não ter medo.

Helena Garrido 9 de Janeiro de 2015 às 00:30

As torres Gémeas em Nova Iorque, a estação de comboios de Atocha em Madrid e ‘Charlie Hebdo’ em Paris. Três ataques, todos diferentes, todos iguais na violentação dos valores de liberdade e tolerância do Ocidente. Hoje, como ontem, não devemos ter medo e temos de continuar a ser tolerantes.

Os assassinos de ‘Charlie’ vencerão se com eles a Europa entrar pelo caminho da intolerância e abandonar os seus valores de sociedade aberta a todas as culturas e religiões.

Depois de Nova Iorque, aceitámos mudar os hábitos nas viagens de avião. Não se cortou o pensamento.

Mas deixar de falar com outra pessoa ou perseguir apenas porque não pertence à nossa religião ou deixar de escrever e ilustrar o que o pensamento livre deseja por medo é a condenação do que somos.

É a vitória dos assassinos de ‘Charlie’.

O grande desafio que enfrentamos com o que vimos em Paris é vencer o medo e a desconfiança de quem é diferente de nós, é conseguir continuar a pensar, escrever e
desenhar em liberdade.

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