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Joana Amaral Dias

Amigos de Peniche

São facilitadores e tratam das nossas vidas por baixo da mesa.

Joana Amaral Dias 16 de Abril de 2016 às 00:30
O problema do amigo de Costa, dos amigos de Passos, dos Sérgios Monteiros e Antónios Borges deste mundo até aos Lacerdas da vida, é que todos são apresentados como amigos de infância com quem o Estado pode contar cegamente quando, na verdade, não passam de amigos da onça que dão ganhos aos privados e, invariavelmente, prejuízos aos cofres públicos. Transparência, prestação de contas, escrutínio e rigor, nem vê-los.

Da direita à esquerda (e não há impunidade por se ser de esquerda), continuam os ajustes diretos, os grandes escritórios de advogados, a promiscuidade entre a política e os negócios, nos quais estes amiguinhos invisíveis servem para dar uma palavrinha, uma mãozinha, um jeitinho, tudo sempre meio na sombra, na opacidade, à confiança e à-vontadinha.

São apelidados de grandes especialistas, exímios negociadores e inteligências raras mas, curiosamente, dispõem-se sempre, todos magnânimos, a trabalhar para o Estado à borla ou "por um valor simbólico". Deve ser, deve.

Chamam-lhes facilitadores e tratam das nossas vidas por baixo da mesa. Certamente por baixo da mesa de café, não é Sr. Primeiro-Ministro?
António Costa Pedro Passos Coelho política economia negócios e finanças