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Joana Amaral Dias

Circo freak

O cargo de Presidente não é ser arlequim ou grilo falante.

Joana Amaral Dias 16 de Janeiro de 2016 às 00:23
Vergonha alheia. É isso que sinto ao assistir a esta campanha presidencial.

Ao contrário do que muitos bradavam, os debates foram, apesar de tudo, o seu melhor momento.

A partir daí, tem sido sempre a cair a pique. Os dois principais candidatos, Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa, são de um vazio horrífico e transformaram a corrida numa espécie de circo nacional.

Marcelo faz graçolas, come e bebe, fala da marmita e faz campanha sem máquina, é popularucho. Pretende vender uma pseudogenuidade. Marcelo faz de palhaço pobre.

Sampaio da Nóvoa, fabricado há uns anos por uma pequena elite que se mantém na sombra, lança apelos à máquina socialista, despeja uma fala palavrosa, cheia de maneirismos e profundamente pretensiosa, sem pinga de substância. Quer vender uma suposta inspiração, alento ou "novo tempo". Nóvoa faz de palhaço rico.

As ideias, a discussão sobre os temas realmente presidenciais, como os respetivos poderes ou as Forças Armadas (que em breve tanto darão que falar), não têm lugar.

O cargo de Presidente da República não é ser Arlequim ou Grilo Falante. Esta campanha presidencial tresanda a fim de regime. Cheira mesmo mal.
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