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Joana Amaral Dias

História Dum Ego

A única forma que Cavaco tinha determinar o mandato com dignidade era antecipando eleições.

Joana Amaral Dias 11 de Novembro de 2014 às 00:30

Eleições só daqui a um ano, afirma o Presidente da República. A não ser que aconteça uma hecatombe, este governo em estertor vai agonizar o país até lá. Cavaco não é sensível ao estado da nação ou à vontade dos cidadãos. Nem sequer à necessidade de um orçamento que, com eleições no outono, não será apresentado dentro do prazo, criando dificuldades suplementares.

Enfim, o PR defende mais instabilidade em nome da estabilidade. Mas nada disto o preocupa. Uma das poucas coisas que realmente o apoquentam é manter no poder o executivo do seu PSD o mais possível. A ponto de afirmar que o próximo governo tem de ser maioritário – não quer também indicar em quem os portugueses devem votar?

A única forma que Cavaco tinha de terminar o mandato com dignidade e ficar para a história (a outra coisa que o preocupa) era antecipando eleições, cuidando que não seria o seu sucessor a resolver um imbróglio político por si criado. Fazendo o contrário, só pensando em si e nos seus, este PR constará no livros pelos piores motivos. E ponto final.

Presidente da República Cavaco Silva PSD política