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Joana Amaral Dias

Homo sapiens

Classificar os animais como seres sensíveis é verdadeiro.

Joana Amaral Dias 21 de Maio de 2016 às 01:45
O parlamento começou a legislar no sentido de atribuir um novo estatuto jurídico aos animais - no qual estes deixam de ser equivalentes a uma cadeira ou a um alfinete - bem como no sentido de reforçar o regime sancionatório no caso de crimes contra animais - e se têm dúvidas sobre a crueldade e sadismo com a bicharada vão ao Google. De preferência sem crianças por perto e de estômago vazio.

Pois bem: perante coisas tão prosaicas da nossa civilidade, logo se levantou um coro alarmista, de grandes alergias e demagogias, gritando que qualquer dia os animais têm mais direitos do que as pessoas, que ainda acordamos e somos todos obrigados a ser vegetarianos, que se abriu uma caixa de Pandora e chegará o fim do mundo, das touradas, da caça, do bife e até da caldeirada.

Vamos lá ver se nos entendemos: classificar os animais, perante a lei, como seres sensíveis parece adequado e verdadeiro. Realmente, são seres e são sensíveis. Mais: atribuir direitos aos animais é atribuir direitos aos humanos e a lei deve servir sempre para nos civilizar e educar, muitas vezes acelerando justas e necessárias mudanças sociais. Ou preferem o triunfo dos porcos?
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