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Joana Amaral Dias

Lisboa Mundo

Estou disposta a lutar pela TAP porque esta luta é também pela democracia e soberania.

Joana Amaral Dias 16 de Dezembro de 2014 às 00:30

Como portuguesa, quero embarcar em Lisboa para chegar a Luanda ou ao Recife. Não quero ter de ir a Madrid.

Estou disposta a pagar por isso, muito mais do que pelos prejuízos dos bancos. Também quero que os nossos milhões de emigrantes possam viajar de Caracas, Maputo ou Luxemburgo para Portugal diretamente e com segurança. Estou disposta a pagar por isso, muito mais do que pelas rentabilidades excêntricas das PPP. Ainda quero que tenhamos uma companhia que resgate os nossos conterrâneos das guerras ou das catástrofes. Estou disposta a pagar por isso, muito mais do que 60 mil milhões de euros só em juros da dívida até 2020.

Como portuguesa, exijo que os nossos concidadãos açorianos e madeirenses tenham uma ponte área que lhes garanta o acesso à saúde, educação ou outros serviços sempre que necessário e a custo comportável.

Estou disposta a pagar por isso, mais do que benefícios fiscais a grandes empresas. Estou disposta a lutar pela TAP porque esta luta é também pela democracia e soberania. Pela nossa sobrevivência.

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