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Joana Amaral Dias

Não há bilhetes

Em caso algum governantes podem aceitar prendinhas de empresas.

Joana Amaral Dias 6 de Agosto de 2016 às 00:30
Um secretário de Estado, à boleia da Galp, foi ver dois jogos do Europeu de Futebol em França. Legal, diz, e quer devolver o custo da viagem à empresa. Mas não o lugar no Governo. Uns deputados também foram ao Euro 2016 pagos por privados e, como se isso não bastasse, alegaram que foram em "trabalho político" e por "motivos de força maior". Entretanto , uns querem um código de conduta para governantes, como se de delinquentes se tratasse. E se calhar trata. Outros preferem antes uma comissão e há quem fale até de formação específica. Manuais, aulas e tau tau... Enfim, estes são casos. Apenas mais alguns casos.

A questão é que Portugal ainda não encontrou o tom certo e o registo adequado no que à ética republicana diz respeito. Mas, na verdade, é muito simples - os governantes e os representantes, em caso algum, podem aceitar prendinhas de empresas . É duro? Talvez seja. É Chato? Pode ser que sim. Mas servir a coisa pública é um período excecional na vida de quem o faz e como tal deve ser encarado. Sem contemplações nem exceções. Mais nada. O assunto é assim tão complicado? É necessário meter a garotada na escolinha? Não há bilhetes.
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