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Joana Amaral Dias

Nem bom nem novo

A banca devia estar caladinha, meter as suas pretensões no bolso e deixar o interesse público falar

Joana Amaral Dias 20 de Setembro de 2014 às 00:30

Por mais que desfile nas tv a habitual corte de comentadores – a que à segunda diz que está tudo bem com o BES (em uníssono com o PM e o PR), à terça admite que é um buraco, à quarta enaltece Vítor Bento, à quinta diz dele o que Maomé não disse do toucinho e à sexta tece as mesmas loas a um outro qualquer –, a verdade é esta: o BES foi nacionalizado. Repito: nacionalizado.

O contributo da banca é amendoins quando comparado com o que eu, o leitor ou quem lhe vendeu este jornal pagámos, ou seja, o Estado. A banca devia era estar caladinha, meter as suas pretensões no bolso e deixar o interesse público falar. Ou seja, já que nacionalizaram o BES, então que este seja agora gerido de acordo com as necessidades e vontades dos cidadãos e não segundo um qualquer interesse privado que pretende comprá-lo (vendido depressa, logo mal) por meia dúzia de patacas e adquirir mais uma bela fatia de mercado, monopolizando-o.

O banco não é bom nem novo. Mas esta história que nos querem impingir também é demasiado má e muito, mas mesmo muito, velha.

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