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Joana Amaral Dias

Racial radical

‘Detroit’, o último filme de Kathryn Bigelow, interpela-nos: será que a luta contra o racismo só pode ser uma luta radical?

Joana Amaral Dias 24 de Setembro de 2017 às 00:30

‘Detroit’, o último filme de Kathryn Bigelow, interpela-nos: será que a luta contra o racismo só pode ser uma luta radical? Nos anos 60, essa cidade foi palco de duros confrontos que se cifraram na morte de dezenas de pessoas (quase todas de pele escura), mil feridos e sete mil detidos. No meio dos motins, destaca-se um homem que, pertencendo à minoria, tentou resolver o conflito pela paz. Sem ser radical. Fracassou totalmente. Aí estava a pré-história da nova direita e, ainda hoje, dez anos depois de Obama, um ano depois de Trump, os EUA são um país nojentamente racista. Há não muito tempo, Charlottesville, fundada por Thomas Jefferson, foi considerada o melhor lugar para viver nos EUA. Já neste agosto, membros do Ku Klux Klan e de outros grupos de extrema-direita saíram à rua numa marcha que culminou com um neonazi a assassinar uma mulher e a atropelar dezenas de outras pessoas que marchavam contra grupos xenófobos. Século XXI. Será que a luta contra o racismo só pode ser uma luta radical?

Título: ‘detroit’
De: kathryn bigelow
Com: john boyega,
anthony mackie, algee smith, John Krasinski e will poulter
Exibição: nos cinemas

Detroit Thomas Jefferson Trump Kathryn Bigelow
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