Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
9
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Desesperos

O Rato engole o Coelho, mas sem Caldas. É o desespero do CDS.

João Pereira Coutinho 19 de Dezembro de 2014 às 00:30

Com eleições em 2015, o CDS já rói as unhas. Compreende-se. Se não houver nenhum terramoto, o PS vence sem maioria absoluta. E, sem maioria, é com o PSD que António Costa se terá que entender: o Rato engole o Coelho, mas sem Caldas. Perante isto, o CDS anda a fingir uma independência histérica com ‘programas eleitorais’, referendos internos sobre coligações hipotéticas e outras expressões de desespero.

O PSD responde com uma gélida altivez. Primeiro, porque há contas passadas que não se esquecem. E, depois, porque ganhando ou perdendo, o PSD terá sempre par para a dança – seja o CDS ou o PS.

Isto, que angustia os centristas, não devia: se perder o poder, uma cura de oposição talvez devolva ao CDS a identidade ‘liberal’ que ele perdeu. E, além disso, será sempre reconfortante saber que a Oposição a um governo de ‘bloco central’ não será coutada exclusiva dos lunáticos do costume.

CDS PS PSD António Costa política eleições
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)