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João Pereira Coutinho

Prejuízos

António Costa deixa a Câmara para correr atrás dos prejuízos.

João Pereira Coutinho 3 de Abril de 2015 às 00:30

Quando António Costa ganhou o PS, esperava-se uma atitude imediata: deixar a Câmara e fazer oposição ao Governo. Se, como se dizia, Seguro era inseguro e não ‘descolava’ nas sondagens (apesar das sucessivas vitórias eleitorais), Costa teria que mostrar uma mudança de ‘paradigma’ (como dizem os parolos).

Não aconteceu: embalado por uma imprensa hagiográfica que o canonizou em poucos meses, o novo líder socialista acreditou na rábula de que bastava não ser Seguro para que o país rastejasse a seus pés. Costa podia tranquilamente continuar na Câmara e fazer oposição nas horas livres, como quem joga golfe.

Os resultados da ‘estratégia’ estão à vista: sem uma ideia que o distinga da maioria, o primeiro teste eleitoral (na Madeira) foi um desastre que só confirma a frouxidão nas sondagens. Costa não deixa a Câmara para preparar as legislativas; ele despede-se do município para correr atrás dos prejuízos. 

António Costa PS Costa Madeira política
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