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João Pereira Coutinho

Papéis trocados

Marcelo não devia ser o líder da oposição à oposição.

João Pereira Coutinho 11 de Fevereiro de 2017 às 00:30
O Presidente da República juntou-se a António Costa (e, pior, a Mário Centeno) para tentar apagar o fogo da Caixa. Porquê? Sim, a ‘estabilidade’ pode ser importante. Mas vestir o fato de bombeiro é um risco duplo para Marcelo.

Em primeiro lugar, porque a novela entre Centeno e Domingues tresanda a mentira por todos os lados. Que o Presidente se queira associar a esta farsa, eis um gesto politicamente imprudente.

Mas há mais: a obsessão presidencial com a ‘estabilidade’ (do governo, claro), para além de colar Marcelo ao dúbio destino de Costa, reforça na direita um legítimo sentimento de orfandade. Nunca alinhei com a turba fanática que esperava do Presidente um líder da oposição. Mas é preciso não cair no extremo oposto e ser líder da oposição à oposição.

O centro-direita contribuiu uma vez para a vitória de Marcelo. O Presidente devia questionar-se se o fará uma segunda.
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