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João Pereira Coutinho

A conversa anedótica

A História tinha chegado ao fim. A Europa acreditou na fábula.

João Pereira Coutinho 2 de Novembro de 2014 às 01:14

Depois de 1989, a História tinha chegado ao fim. Pelo menos, a Europa acreditou na rábula. Para quê gastar em brinquedos militares se a guerra era uma relíquia de tempos primitivos? A conversa fazia lembrar os panfletos antes da I Guerra. Vasco Pulido Valente lembrou há tempos Norman Angell, para quem a interdependência económica das nações evitava conflitos. Também podia citar Ivan Bloch, que via na potência das armas modernas a primeira razão para não as usarem.

A Rússia não pensa da mesma forma. Com Putin, armou-se nos últimos anos, de forma a corrigir "a maior tragédia do século XX": o fim da União Soviética. Agora, sem surpresa, parece que aviões russos andaram a passear-se pela costa lusitana e a NATO fala em manobras ‘incomuns’ e de ‘grande escala’.

A conversa anedótica sobre o ‘fim da história’ ainda vai ser o nosso fim.

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