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João Pereira Coutinho

Afectos e afectados

Com Marcelo há concorrência desleal para as esquerdas.

João Pereira Coutinho 11 de Março de 2016 às 01:24
Na política portuguesa, só existe uma lei científica: quando o Presidente e o primeiro-ministro têm egos consideráveis, os sarilhos não tardam. Assim foi com Soares e Cavaco. Assim foi com Cavaco e Sócrates.

Assim será com Marcelo e Costa. Com uma diferença: Marcelo é esmagadoramente popular (e eleitoralmente vitorioso); Costa é um perdedor, suportado por dois grupelhos cavernícolas. Não foi por acaso, aliás, que PC e Bloco se recusaram a aplaudir o discurso da tomada de posse. Por ‘falta de etiqueta’ e ‘ranço antidemocrático’? Com certeza. Mas essas maneiras e esse ranço não começaram hoje.

No fundo, PC e Bloco entenderam o que António Costa ainda finge que não entende: com Marcelo em Belém, há uma concorrência desleal na praça. E perigosa: só um imbecil acredita que Marcelo suportará qualquer governo, independentemente do custo para o País – e, sobretudo, para o próprio.
Cavaco Marcelo Bloco António Costa
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