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João Pereira Coutinho

Antes do tempo

Caso Ronaldo com o fisco é lição aos abutres institucionais.

João Pereira Coutinho 18 de Junho de 2017 às 03:15
Gosto de Ronaldo. Excelente com a bola e um caso atípico português: quando o bolso público é o sonho de qualquer indígena, Ronaldo preferiu fazer pela vida sem a gamela do Estado. Nada disto me impede de repetir o que escrevi há seis meses: atribuir o nome do jogador ao aeroporto da Madeira, para além de populismo reles, é uma insensatez. Não se imortaliza ‘um rapaz de 32 anos – e com um futuro em aberto para o bem e para o mal’.

Passou meio ano. Espanha acusa Ronaldo de fraude fiscal (14,7 milhões de euros). A pena pode ir aos sete anos de prisão. A alternativa, parece, é confessar o crime – que bonito! – e vir para casa com pena suspensa.

Sim, a presunção de inocência é intocável. E desejo as maiores felicidades à defesa do jogador. Mas seria bom que este caso pudesse fazer doutrina entre os abutres institucionais: não se cantam vitórias ao intervalo quando ainda há muito tempo para jogar.
João Pereira Coutinho opinião
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