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João Pereira Coutinho

Burros

Funcionários públicos deviam deslocar-se de burro mirandês.

João Pereira Coutinho 31 de Julho de 2015 às 00:30
O Governo quer os funcionários públicos a pensar no Ambiente. Como? Partilhando carros entre colegas e usando mais a bicicleta. O gesto merece aplausos, embora seja de lamentar os horizontes estreitos em que o nosso Governo funciona. Um investigador transmontano, por exemplo, revelou esta semana que o burro mirandês está em vias de extinção. Actualmente, existem 600 destes asnos; em cinco décadas, eles podem desaparecer da paisagem. Porquê? Razões diversas. Para começar, parece que faltam fêmeas entre a espécie – e não há ‘política de cotas’ que nos valha. E depois ainda existe o velho problema da consanguinidade, que eu julgava restrito a campónios e famílias reais.

Se o Governo obrigasse os funcionários públicos a deslocarem-se de burro até ao escritório, a medida seria ecologicamente sustentável (flatulência excluída) e, além disso, a raça espalhava-se pelo país, impedindo as intimidades entre primos.
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