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João Pereira Coutinho

Cabeças esmagadas

Correia de Campos chumbou porque a tradição já não é o que era.

João Pereira Coutinho 22 de Julho de 2016 às 01:45
Quando António Costa chegou ao poder, falou-se por aí em ‘golpe’. Nunca subscrevi a cantilena. Excepto se entendermos por ‘golpe’ um desrespeito pelas práticas consagradas no funcionamento do nosso regime: quem ganha eleições, governa; quem perde, vai para a oposição.

O PS não entendeu as coisas da mesma forma: era preciso ‘derrubar muros’ e, pormenor fundamental, respeitar a soberania do Parlamento. Olé! Por isso estranha ouvir as reacções dos socialistas ao chumbo de Correia de Campos para o Conselho Económico e Social.

Tradicionalmente, a eleição dependeria de um acordo prévio de cavalheiros. Mas a ‘tradição’ já não é o que era desde que Costa a enterrou para salvar a sua triste pele.

Não admira que os deputados, hoje como ontem, tenham votado de acordo com a ‘soberania do Parlamento’. No fundo, eis o preço de ‘derrubar muros’: nunca sabemos a cabeça que eles vão esmagar.
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