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João Pereira Coutinho

Dois bastardos

Polémicas de Rodrigues dos Santos só servem para vender livros.

João Pereira Coutinho 4 de Junho de 2016 às 00:30
Sempre que José Rodrigues dos Santos arranja uma ‘polémica’, pergunto logo: quando sai o novo livro? Normalmente, é uma questão de dias.

Tudo isto é perfeitamente legítimo: o homem é um profissional e tem um produto para vender. Só estranho que o país caia sempre na ratoeira.

Agora, foram as origens ‘marxistas’ do fascismo. Como se isso fosse uma grande descoberta. Não é. A lista de autores que defenderam o mesmo é conhecida. E, para mim, cientificamente errada.

O marxismo (e as suas metástases) e o nacionalismo romântico (e as suas metástases) só partilham geneticamente uma coisa: o mesmo ódio às democracias liberais que emergiram no século XIX – e que foram rejeitadas por ambos pelo século XX adentro.

O ódio às sociedades livres é o único pai dos dois bastardos. Com a diferença de que o fascismo ruiu em 1945 – e o comunismo não ruiu em 1989. Isso, sim, merecia uma polémica.
João Pereira Coutinho opinião José Rodrigues dos Santos política artes cultura e entretenimento
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