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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Guia de marcha

No drama dos refugiados, ou recebemos ou marchamos.

João Pereira Coutinho 4 de Setembro de 2015 às 00:30
Com os terroristas do Estado Islâmico a devorarem a Síria (e o Iraque), milhares de refugiados procuram a salvação nas planícies da Europa. Que fazer? Recebê-los, sim. Mas até quando? E, já agora, quantos? Cem mil? Duzentos? Um milhão? Perguntas em que ninguém pensa. Porque pensar com a cabeça toda levaria os ‘humanistas’ de serviço a dois cenários. O primeiro é acomodar no Ocidente uma fatia do Médio Oriente – uma impossibilidade e, além disso, uma exibição de ‘islamofobia’: quem somos nós, ocidentais arrogantes, para julgarmos que as terras do Profeta são um caso perdido? O segundo é estremecer com a funesta ideia de que os refugiados continuarão a chegar (e a morrer) enquanto o terrorismo islamita andar à solta, sem o tipo de tratamento militar que tanto horroriza as consciências pacifistas. No fundo, o dilema é entre receber toda a gente ou marchar para a frente. Vai ser bonito de ver.
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