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João Pereira Coutinho

Liberdades artísticas

Liberdade do ocidente é preciosa para quem foge do inferno.

João Pereira Coutinho 5 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Com as loucuras de Trump à solta, parece que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque resolveu exibir algumas obras com a seguinte justificação: "Este trabalho é de um artista nativo de um país cujos cidadãos são impedidos de entrar nos EUA, de acordo com o decreto presidencial de 27/1/2017."

Aplaudo a inteligência e a elegância do gesto. Mas lamento que, no seu amor à liberdade, não tenha acrescentado um pormenor relevante: todos os artistas celebrados não vivem nos referidos países. Alguns, após a desconfortável cadeia (no Sudão ou no Irão), fugiram para o Ocidente.

Admito que esta informação pudesse ser ‘desconfortável’ para o multiculturalismo reinante. E, Deus nos livre, uma forma de demonizar os respectivos regimes.

Pessoalmente, creio que mostraria o oposto: é por haver quem foge do inferno que a liberdade do Ocidente é tão preciosa.
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