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João Pereira Coutinho

Marinheiro

Costa ainda vai dizer que a 'estabilidade' depende da direita.

João Pereira Coutinho 19 de Dezembro de 2015 às 00:30
António Costa não governa; navega. Em 48 horas, o primeiro-ministro aumentou as pensões e outras ajudas sociais; conseguiu reduzir a sobretaxa com a muleta da ‘direita’; e depois, para que PCP e Bloco não fiquem amuados, avisou que a TAP voltará para a alçada do Estado, com ou sem acordo.

Por outras palavras: em 48 horas, o país oscilou entre aumentos de miséria, bóias de salvação da ‘direita’ e proclamações estatistas que deixam qualquer investidor com a impressão sincera de que isto é um manicómio. Claro que estas ondulações, para além do enjoo que causam, terão os seus limites.

E não será de excluir que, a curto prazo, seja a tripulação de esquerda a saltar do barco. Nenhum problema: com a mesma naturalidade com que abateu a ‘direita’, Costa poderá dizer que a ‘estabilidade’ repousa agora nas mãos dela.

Há marinheiros de água doce. Outros de água salgada. Costa é mais do género água das Pedras.
António Costa PCP BE PS TAP
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