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João Pereira Coutinho

Nem de encomenda

Ter a oposição em cacos é uma ajuda que nem de encomenda.

João Pereira Coutinho 30 de Outubro de 2016 às 01:45
Avisa o ‘Expresso’ que Rui Rio pondera avançar contra Passos Coelho. Nenhuma novidade: se o PSD fosse uma pequena seita, a travessia pelo deserto faria parte do pacote. Mas o PSD, como partido de poder, precisa da sua dose.

E a estratégia de esperar pelo fim natural de Costa parece débil: o governo aguenta-se; Belém não quer eleições; e as autárquicas, que o PSD tinha a obrigação de ganhar, são tratadas por Passos com uma displicência que assusta o laranjal. Moral da história?

A partir de 2017, prevê-se um partido em pé de guerra, entretido a contar espingardas internas – e sem tempo ou método para a oposição externa.

Perante este cenário, não admira que António Costa já se veja a navegar tranquilamente esta legislatura – e, quem sabe, a pensar na próxima. O homem pode ser hábil na pantominice política. Mas ter uma oposição feita em cacos é uma ajuda que nem de encomenda.
Rui Rio PSD Belém António Costa política
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