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João Pereira Coutinho

Realidades

Na hora da verdade, é o mercado de trabalho que manda.

João Pereira Coutinho 31 de Maio de 2015 às 00:30

O mesmo Parlamento que aprovou o Processo de Bolonha (tradução: licenciaturas em três anos) parece que não aceita licenciados pós-Bolonha para as suas especialíssimas assessorias. Uma contradição? Admito: se as exigências laborais do Parlamento fossem extensíveis aos seus deputados, desconfio que muitas bancadas ficariam mais livres.

Só que este caso não lida com coerências. Lida com realidades: a União Europeia pode aplicar as suas engenharias pedagógicas sobre os cursos universitários; mas, na hora da verdade, é o mercado de trabalho que manda. E esse mercado, goste-se ou desgoste-se, tende a exigir mais do que uma licenciatura de três anos, talvez por entender que três anos são um bom princípio – mas estão longe de ser um fim. O Parlamento limitou-se a seguir a moda de qualquer anúncio de emprego ‘especializado’.

A realidade das coisas é sempre mais forte do que o mundo simples dos burocratas.

Parlamento Bolonha União Europeia política parlamento
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