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João Pereira Coutinho

Santo Schäuble

Schäuble é um tónico para a esquerda - e veneno para a direita.

João Pereira Coutinho 28 de Outubro de 2016 às 01:45
Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, afirmou que Portugal estava no caminho certo – até António Costa surgir em cena. As declarações provocaram desmaios de fúria no PS. Não sei porquê.

Sim, em teoria, é sempre grotesco ver um ministro de um país estrangeiro a meter o nariz onde não foi chamado. Mas, na prática, as palavras de Schäuble são um tónico para a esquerda – e um veneno para a direita.

Para a esquerda, Schäuble simboliza na perfeição essa maléfica Europa, disposta a boicotar o nosso esforço por mero revanchismo ideológico. Um bode expiatório destes, sobretudo com um Orçamento de miséria, é um seguro de vida sem preço.

Mas Schäuble é veneno para a direita porque transforma PSD e CDS em pequenos satélites de Berlim, para horror do português patriótico. Em público, entendo que o PS rasgue as vestes. Em privado, um altar a Schäuble talvez fosse medida a considerar.
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