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João Pereira Coutinho

Santo António

Costa não é uma questão política; é uma questão de fé.

João Pereira Coutinho 10 de Outubro de 2014 às 03:22

Começaram a sair as primeiras sondagens sobre António Costa. Simples: ganha eleições gerais com margem folgada. Razões? As trapalhadas do governo Passos não se recomendam. E quem acaba de chegar tem sempre o benefício da dúvida.


Mas, no caso de Costa, é mais do que benefício: é um país inteiro que espera dele milagres atrás de milagres. Na dívida. No défice. No crescimento. Na reforma da Europa. E do mundo. Bizarro: se as primárias do PS serviram para alguma coisa foi para comprovar a ausência de uma ideia sobre estes assuntos. Até porque eles dependem de Bruxelas (e Berlim), não de Lisboa.


Pouco importa: os portugueses, na melhor tradição messiânica, já encontraram o seu salvador. Costa, para eles, não é uma questão política; é uma questão de fé. Este fervor é óptimo para ganhar eleições. Mas, como se viu em França, é meio caminho andado para se perder o país a seguir.

António Costa sondagens PS
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