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Correio da Manhã

Colunistas
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6 de Outubro de 2005 às 00:00
Um punhado de adeptos descontentes teve direito a ser recebido por José Peseiro em longa reunião, onde o ainda treinador abriu o coração: desfiou a tristeza após os insultos de Liedson e garantiu que os jogadores estão sólidos na união em torno da equipa técnica.
Também os capitães de equipa se sujeitaram ao sufrágio do grupo de manifestantes e também eles, pudera, garantiram total apoio a José Peseiro.
Esta terapia de choque prova o quanto está o Sporting à frente dos outros clubes portugueses nos métodos aplicados à gestão. Fica agora estabelecido que, quando a equipa não consegue ganhar sequer jogos fáceis, a solução é apagar os vários níveis de responsabilidade – do presidente aos administradores – para soltar jogadores e treinador às feras em que se tornam os adeptos com fome de vitórias. O único precedente conhecido deste método foram as célebres recepções dos Superdragões a treinadores que Pinto da Costa queria despedir. O processo revelou-se sempre eficaz na Antas.
Porém – a julgar pelos elogios a Peseiro, e sua enérgica defesa, que Dias da Cunha assinou no início da semana no jornal do clube –, a similitude fica-se pelos meios. No fim, o Sporting não quer despedir o treinador. E ele até prescindia de indemnização, garante Dias da Cunha.
O Sporting gosta tanto deste técnico que até lhe solta os adeptos como sinal de afecto.
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