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João Pereira Coutinho

Um atraso mental

Respeito a deputada Mortágua: ela é uma camarada que não finge.

João Pereira Coutinho 23 de Setembro de 2016 às 01:45
Tenho um certo respeito pela deputada Mortágua. Enquanto os seus camaradas fingem respeitar a livre iniciativa e a legalidade democrática, a srª Mortágua não finge: o capitalismo deve ser destruído; o Fisco deve devassar as contas bancárias; e os cidadãos que ‘acumulam’ riqueza devem ser saqueados, na melhor tradição bolchevique.

Em países menos atrasados, uma criatura destas à solta precipitaria fuga maciça de capitais; corrida aos bancos; dispersão do património; e, claro, passaportes em dia.

Em Portugal, o povo é sereno (e bovino) e até há ‘jornais’ que comunicam às tropas o número de contribuintes potencialmente atingidos por um imposto revanchista sobre o património: 1%, mais coisa menos coisa, o que sem dúvidas autoriza o vandalismo.

Portugal caminha para um novo resgate? É indiferente. O único resgate que interessava – o mental – nunca chegou em 40 anos de democracia.
Mariana Mortágua Portugal política imposto Fisco
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