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João Vaz

A Grécia e os outros

O referendo de hoje na Grécia foi montado com objetivos plebiscitários.

João Vaz 5 de Julho de 2015 às 00:30
Com os parceiros de coligação ANEL e os nazis do Aurora Dourada, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e o seu Syriza apresentam-se, segundo os números das legislativas de há cinco meses, com uma base eleitoral muito forte para a vitória do Não no referendo de hoje.
O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, garante mesmo que foram os indícios de vitória arrasadora do Não que levaram os institutos de opinião a não publicarem oficialmente qualquer sondagem. Só houve rumores.
O referendo de hoje na Grécia foi montado com objetivos plebiscitários. É – dizem Tsipras e apoiantes – o Não legendado de "orgulhoso e patriótico" dos gregos à perfídia das instituições da Zona Euro dominadas por "traidores dos povos vendidos ao capital".
A Zona Euro abrange 385 milhões de habitantes de 19 países, mas os 2,2 milhões de gregos que votaram Syriza em janeiro é que têm o exclusivo da democracia. E passam certificação a correligionários. Hoje votam os gregos. O principal é que não se volte atrás na União Europeia, no euro e nas fronteiras abertas. E se prossigam os trilhos de paz e liberdade c om a Grécia incluída.
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