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João Vaz

Bom senso e confiança

O País está decididamente a ver os copos meio cheios em vez de meio vazios.

João Vaz 2 de Abril de 2017 às 00:30
A situação não é boa, as soluções dos problemas surgem apenas como menos más e as perspetivas económicas são modestas, mas a confiança dos consumidores portugueses atingiu, segundo o INE desta semana, os índices mais elevados desde março de 2000.

O País está decididamente a ver os copos meio cheios em vez de meio vazios. A mudança nos estados de espírito deve-se, primeiro que tudo, ao otimismo militante ou irritante – conforme o ponto de vista – do Presidente da República e do primeiro-ministro. Eles não fazem milagres, mas privilegiam o pragmatismo e o bom senso, que geram confiança.

Portugal não passou do inferno da austeridade a paraíso da justiça e prosperidade. Os portugueses e o Estado são os mesmos. A diferença está em que ver Executivo e Supremo Tribunal às avessas já não se passa aqui, mas na Venezuela.

Que a notícia de manifestantes atacarem o parlamento por causa de lei antipopular vem agora do Paraguai. Da vizinha Espanha há notícia de novo orçamento com aumentos de ordenados e pensões, mais meio milhão de empregos e conversão, em três anos, de 250 mil precários em postos fixos. Portugal não pode ficar atrás. 
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