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João Vaz

Democracia obscura

A quatro meses das eleições legislativas, a democracia representativa está obscura como noite tenebrosa.

João Vaz 31 de Maio de 2015 às 00:30

A quatro meses das eleições legislativas, a democracia representativa está obscura como noite tenebrosa. Parece que vivemos numa democracia comunista, onde os eleitores só plebiscitam escolhas do comité central ditadas pelo secretário-geral. Não faltam candidatos à Presidência, mas quanto à Assembleia está tudo na mão dos chefes.

O voto dos portugueses vai ser mais uma vez em manadas partidárias da ‘dona’ coligação PSD-CDS, do ‘senhor’ PS e quejandos. Nas listas de deputados estarão quem trata das malas do dinheiro, angariadores de negócios corruptos, escolhidos para fazer as leis que facilitam amanhos financeiros tipo BES ou BPN, e encarregados de legislar conforme a vontade da grande distribuição comercial e outros interesses corporativos. Só não vai estar qualquer representante do eleitor. Alguém que o votante identifique com nome e rosto e possa avaliar.

Em Portugal, os partidos são de um centralismo do tempo dos reis absolutos. Os eleitores só fazem de claque a partidos cujos líderes escolhem a bel-prazer quem poderá entrar na Assembleia. Não devia ser assim e é necessário mudar este sistema eleitoral. 

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