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João Vaz

Emigrantes heroicos

É interessante que no Dia de Portugal, reservado pelo Presidente da República para distinguir protagonistas "que se aproximam da ideia de heroísmo ou de bravura", houvesse mais condecorados em Paris que em Lisboa.

João Vaz 12 de Junho de 2016 às 00:30
É interessante que no Dia de Portugal, reservado pelo Presidente da República para distinguir protagonistas "que se aproximam da ideia de heroísmo ou de bravura", houvesse mais condecorados em Paris que em Lisboa. Pode ser um bom presságio para o que a seleção de futebol almeja no Euro de França. Constitui, sem dúvida, o reconhecimento da enorme melhoria social conquistada por emigrantes portugueses sem instrução e sem apoios que lutaram com empenho, talento e solidariedade para vencer na vida.

A emigração portuguesa em França combateu como numa guerra. Do início, nos anos 60, fala a condecoração póstuma do ‘maire’ de Champigny, localidade a sueste de Paris, onde 100 mil portugueses estenderam o maior bairro de lata da Europa e hastearam a bandeira nacional. Como nas guerras, houve mortos e feridos irrecuperáveis, esmagados por blocos de betão nas obras onde trabalhavam.

A solidariedade lê-se no facto de as suas agremiações formarem a segunda maior força no movimento associativo em França, logo atrás dos clubes desportivos. A vitória é ver hoje os filhos dos operários de ontem a liderar empresas lucrativas com futuro. Bravos portugueses.
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