Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Vaz

Escoceses e jihadistas

Os ideais, ao contrário dos ‘almoços’ podem ser grátis. Uma multidão de abnegados mostra no passado e no presente como a dignidade humana se engrandeceu.

João Vaz 21 de Setembro de 2014 às 00:30

Nada disso existe, porém, nos votos pela independência da Escócia ou no arrebatamento pelo jihadismo do Estado Islâmico.

A força dos valores nacionais escoceses não se viu no referendo. Em mais de 90% do território ganhou o Não. O Sim só venceu em duas grandes cidades, Glasgow e Dundee, e arredores em declínio económico nas últimas décadas. Cortar com Londres era vingar-se do que correu mal desde os anos de Thatcher. Para continuar essa luta, a Escócia já tem a sua ‘dama de ferro’, Nicola Sturgeon, que sucederá a Salmond à frente do SNP.

É também errado confundir recrutamento de mercenários para o Estado Islâmico com qualquer busca de valores. A barbárie terrorista não tem nada a ver com ‘O Corão’. O que leva jovens deserdados dos subúrbios das cidades europeias às guerras do Médio Oriente é passarem de oprimidos a opressores, terem mais dinheiro do que quem lá vive e escravas sexuais raptadas. O Estado Islâmico dá na Terra as ‘90 virgens’ que a al-Qaeda prometia para depois dos atentados suicidas.

Escócia Estado Islâmico Glasgow Londres Médio Oriente Terra política
Ver comentários