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João Vaz

Futuro aos 60 anos

Ao cabo de 60 anos o mais normal é a fadiga.

João Vaz 26 de Março de 2017 às 00:30
Ao cabo de 60 anos o mais normal é a fadiga. A União Europeia que ontem assinalou, em Roma, o aniversário da fundação, não escapa à regra. Mostra os mesmos sintomas que se ligam àquela idade: falta de ação, tanto na iniciativa como a resolver problemas. Quer isto dizer que está para acabar? Não, a História indica que os projetos com futuro demoram muito tempo a construir e atravessam crises. O que não tem futuro é o que não se discute em liberdade e a UE não sofre deste mal.

Há muitos exemplos que confirmam o exposto: Portugal com 60 anos de existência não ia além de Alcácer do Sal ou Évora, o rei D. Sancho I conflituava com o bispo de Coimbra e os burgueses do Porto revoltavam-se. Com os mesmos 60 anos, os EUA ainda não tinham feito a Guerra Civil para acabar com a escravatura. Pelo contrário, a comunista União Soviética festejou ufana os 60 anos com a organização de Jogos Olímpicos, mas por impor falsidades e oprimir opositores implodiu 13 anos depois.

Os 60 anos da União Europeia pautaram-se pela liberdade e democracia. Trouxeram paz, vida mais digna e crises que o debate político tem enfrentado. É natural que se lhe preveja grande futuro.
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