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João Vaz

Inverter a corrente

A Alemanha regista lucros fabulosos no mercado aberto.

João Vaz 15 de Fevereiro de 2015 às 00:46

A opção austeridade carregou o odioso na Alemanha. O que o Syriza levanta como bandeira na Grécia fica entre os dentes da generalidade dos analistas da crise do euro e da Europa. Devido às compras de submarinos ou só Mercedes, BMW e outros produtos ‘made in Germany’, a Alemanha regista lucros fabulosos no mercado aberto europeu. Arrecada quando vende e, como se viu desde o início da crise das dívidas soberanas, também quando empresta. É frequente observar-se como a Alemanha e outros países do Norte se financiam nos mercados com juros negativos e depois cobram 3% e mais nos chamados mecanismos de solidariedade.

No sistema euro, os ricos debitam o crédito aos endividados e ficam com o dinheiro. Não é caso único no Mundo, mas exige que se reconheça a realidade. A boa ideia era inverter a corrente. O ioiô económico deve mudar. Em vez de conceder crédito e meter em caixa, o equilíbrio exige que os ricos do Norte gastem no Sul, para estes países terem dinheiro para pagar as pesadas dívidas. O turismo ajuda, mas é preciso muito mais. Se não for assim, só cresce a desigualdade. Mais riqueza para os ricos e dívida para os endividados.

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