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João Vaz

O engano do consenso

O necessário para o País crescer é criar um projeto de desenvolvimento.

João Vaz 1 de Maio de 2016 às 01:45
O 1º de Maio logo a após o derrube da ditadura foi o dia de maior consenso entre os portugueses. A quase unanimidade fez-se à volta da liberdade festejada. Deram-se as mãos, mas na cabeça havia projetos e prioridades diferentes.

Descolonização e Democracia concretizaram-se, com divergências e ruturas. E o terceiro D, do Desenvolvimento, tornou-se numa conversa de crises. Depois de 1974, o 1º de Maio teve sempre marchas de protesto e nunca mais festa de alegria com a vida que se tem.

As fraturas na sociedade não são tão profundas quanto os partidos apontam, mas sustentam retóricas radicais que se tornou hábito culpar de todos os falhanços e atavismos. Daí vem o remédio do consenso. Puro engano. O mal é outro.

O necessário para o País crescer, o desemprego baixar e haver riqueza para redistribuir é criar um projeto de desenvolvimento, sustentá-lo em bases económicas e políticas reais e ter capacidade e determinação para o levar em frente.

Dir-se-á que a tarefa é mais difícil do que pôr um porco a andar de bicicleta, mas, como António Costa já pôs BE e PCP a votarem indiretamente pela UE, há motivos de esperança de ver dar a volta ao texto.
1º de Maio António Costa BE PCP UE política
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