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João Vaz

O Portugal de Murphy

Os Vistos Gold não são invenção ultraliberal do pós-queda do Muro de Berlim.

João Vaz 16 de Novembro de 2014 às 00:30

Aplica-se até ao abrir de uma caixa de medicamentos. A máxima é de Murphy e diz ‘Tudo o que pode correr mal, corre mal’. Vem a propósito da corrupção com os Vistos Gold, mas vale em tempos recentes também para o colapso do Citius, a classificação dos professores, a ação do regulador no BES, etc.

Com outros cavalheiros ou os mesmos no governo, há uma lista sem fim: BPN, Face Oculta, submarinos, Freeport, etc. Era tudo por bem e correu tudo mal.

Os Vistos Gold não são invenção ultraliberal do pós-queda do Muro de Berlim. O ministro Portas lançou-os quando funcionavam há mais de quatro anos no Reino Unido.

Este tipo de benesses existia, de resto, já antes do 25 de Abril, quando os exilados em França obtinham licença de permanência através de um depósito bancário.

O problema vem de não se atender às lições da Lei de Murphy.

É necessário eliminar à partida as possibilidades do mau uso de uma boa ideia. Isto é difícil num Estado como Portugal, onde a impunidade do poder faz de qualquer presidente de junta um Luís XIV de "o Estado sou eu". No entanto, quando se cavalgam cometas, já nada pode ser impossível.

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