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João Vaz

Os bons caminhos

Trabalhar com dinheiro dos contribuintes responsabiliza e exige resultados sustentáveis na vida dos portugueses.

João Vaz 30 de Outubro de 2016 às 01:45
A propósito dos produtos de limpeza refere-se muitas vezes a prova do ‘algodão não engana’. Mais difícil é acertar um teste que avalie a ação do Estado na economia. A polémica sobre o estatuto dos gestores da CGD é mais um caso de "prognósticos só no fim do jogo".

Não há transparência que garanta o êxito de uma medida e, às vezes, os resultados levam ao triunfo o que começa de forma ínvia. As dinâmicas económicas surpreendem como acontece em Espanha, que regista um crescimento anual recorde de 3,3% ao cabo de dez meses sem governo efetivo. O segredo é estar no bom caminho porque, assim, o correr do tempo ajuda.

A discussão devia ser o que se vai fazer na Caixa e menos quem comanda. Sabe-se como pessoas competentes se envolvem nas maiores trapaças. Trabalhar com dinheiro dos contribuintes responsabiliza e exige, mais do que balanços positivos mirabolantes, resultados sustentáveis na vida dos portugueses.

É preciso alertar que um setor industrial, mesmo fraco a nível internacional – como já se ouviu do têxtil ou do calçado –, é mais importante para a economia, por ser mais dinâmico a aumentar exportações e a criar crescimento, do que qualquer montra de serviços do último modelo.
CGD Espanha política economia
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