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José Calado

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Senti estranheza por André Silva ter ficado no banco,de início.

José Calado 19 de Junho de 2017 às 00:40
Fernando Santos regressou à fórmula com que terminou o Europeu do passado verão. Portugal teve uma entrada péssima no jogo. Não conseguiu ter bola e sujeitou-se a intensa pressão do adversário, especialmente nos primeiros 20 minutos. Após esse período houve equilíbrio, mas a primeira parte foi intermitente.

Senti estranheza por André Silva ter ficado no banco de início. Ele tem sido o complemento ideal para Ronaldo, que por isso ontem esteve muito tempo sozinho na frente. O 1-1 ao intervalo ajustava-se perfeitamente, mas sem grande brilhantismo. Na segunda parte a equipa portuguesa continuou a mostrar que taticamente não esteva ao seu nível, revelando alguma desorganização. As mexidas ajudaram. A entrada de Adrien impunha-se pelo que acrescenta à zona central do meio-campo. Pouco depois é Gelson que garante velocidade.

Não se pode pedir a Ronaldo que depois de uma época tão desgastante jogue tão sozinho na frente. Para ter bola teve de correr imenso. Por isso, logo após a inevitável entrada de André Silva, Portugal fez o segundo golo. Insuficiente. Em suma, foi um jogo pouco brilhante. Pede-se mais, porque qualidade existe na nossa seleção.
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