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José Carlos Martins

Orçamento da saúde

O reforço do SNS não pode desaguar no aumento das rendas privadas.

José Carlos Martins 15 de Setembro de 2016 às 01:45
Com o argumento da crise, os planos da "troika" e as medidas do anterior Governo, o financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo Orçamento do Estado foi cortado em cerca de 2 mil milhões de euros. Para regozijo e engorda do setor privado, a degradação e dificuldades do SNS, de respostas aos cidadãos, foi uma evidência.

Este Governo afirma defender o SNS. Para que não fique pela expressão de boa-fé é determinante que o Orçamento do Estado para 2017, dinheiro proveniente essencialmente dos impostos dos cidadãos, aumente o financiamento do SNS com vista a garantir mais e melhores cuidados de saúde aos cidadãos contribuintes.

Mas este exigível reforço de financiamento público não pode desaguar na manutenção ou aumento das rendas privadas da indústria farmacêutica, dos comerciantes de medicamentos (farmácias) e de exames complementares de diagnóstico e das parcerias público-privadas.

É fundamental investir na admissão, condições de trabalho, carreiras e motivação dos profissionais de saúde, bem como na organização e gestão dos cuidados de saúde primários, sem mais unidades locais de saúde e câmaras no embrulho. Discurso e prática coerente, precisa-se!
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