Je suis Tozé Seguro

José Diogo Quintela

Je suis Tozé Seguro

Somos todos. Agora, os portugueses já sabem como se sentiu Seguro ao ser atropelado por António Costa rumo ao poder.
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Por José Diogo Quintela|17.10.15
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Somos todos. Agora, os portugueses já sabem como se sentiu Seguro ao ser atropelado por António Costa rumo ao poder.

Afinal, Costa não era o Messias. O Messias ainda levou três dias para ressuscitar. Costa demorou só 5 minutos até erguer-se como zombie socialista. Foi o tempo entre a saída das projecções com a sua derrota e subsequente morte política, e a decisão de se manter agarrado ao lugar. Uma evasão e pêras, a do Houdini de Fontanelas. Se bem que Houdini estava só preso por correntes e debaixo de água. António Costa estava amarrado à leitura dos resultados eleitorais que o fez apear Seguro. A ligeireza com que se desembaraçou do Documento de Coimbra, das más sondagens, da detenção do homem de quem foi nº 2 e dos resultados eleitorais calamitosos, foi notável.

O seu instinto de sobrevivência é assombroso. Se houver um holocausto nuclear, de certeza que António Costa se aguenta com as baratas. Até traí-las e ficar a reinar sozinho.

É António Costa o tipo de homem que queremos à frente do país? Claro que sim. Por várias razões: Costa dialoga. São já 57 reuniões. Tem uma vantagem, que é poupar nas palavras. Literalmente: em vez de "para" diz "pa". Em vez de "estão", diz "tão". Mais: é fazedor de pontes. Pontes são obras públicas caras. E, quantas mais houver, mais descansado fica Almeida Santos, que bem alertou para o perigo da sua dinamitação.

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