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José Manuel Silva

Espanto

“Não sabia que as atualizações eram tão más. Acho que isto já é a gozar”.

José Manuel Silva 21 de Abril de 2016 às 00:30
Mais uma vez, os médicos são confrontados, sem pré- -aviso, com alterações no programa de prescrição eletrónica de medicamentos (PEM). Uma colega escreveu-me: "Não sabia que as atualizações eram tão más. Nunca nos dizem o que vão fazer e eis que, de repente, aparecem com muitas novas notificações e pop-ups e clicks! Acho que isto já é a gozar connosco."

A novidade: o Infarmed aprova e comparticipa novos medicamentos, porque os estudos de farmacoeconomia demonstram as suas vantagens para os doentes, mas depois não quer que os médicos os prescrevam, transformando a PEM num permanente e repetido inferno de cliques!

Como referiu outra colega, "...NÃO AGUENTO MAIS CLICKS NA MINHA VIDA MÉDICA!!!! Quero ver doentes e não olhar para o computador toda a consulta!!!"

Mas afinal, se ‘eles’ querem ‘poupar’ dinheiro, porque comparticipam os fármacos que não querem que sejam usados?

Pergunta outro colega, "se temos de justificar quando prescrevemos um medicamento mais caro, porque é que a farmácia não tem de justificar quando dispensa um medicamento mais caro?" Porquê este tratamento diferenciado?

Depois não se admirem que os médicos emigrem e saiam do SNS para o privado.
Infarmed SNS saúde questões sociais
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