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José Rodrigues

A bem ou a mal

Com o fim do ano a aproximar-se, lá vem a miserável polémica sobre a distribuição de algumas migalhas extra pela pobreza assalariada do País.

José Rodrigues 28 de Novembro de 2016 às 01:45
Com o fim do ano a aproximar-se, lá vem a miserável polémica sobre a distribuição de algumas migalhas extra pela pobreza assalariada do País. Referimo-nos às negociações sobre a proposta de aumento do salário mínimo de 530 para 557 euros: ou seja, mais 27 euros por mês, o equivalente a um café e meio por dia…

Apesar de conhecerem há um ano o valor proposto pelo Governo, as confederações patronais encaram este aumento do salário mínimo com a usual relutância máxima, procurando talvez obter mais algumas contrapartidas.

A retórica é a do costume: o desemprego, a situação das empresas, a questão da competitividade… Sucede que agora o emprego está a aumentar, as exportações a subir, a economia a crescer alguma coisa e depois há uma ‘geringonça’ que contesta uma economia assente no velho modelo de salários baixos.

Como disse o primeiro-ministro, um acordo de concertação social seria "ótimo" e até devia "ir mais longe do que os 557 euros em 2017"... Mas já se está mesmo a ver como a coisa vai acabar: com o Governo a usar a sua competência exclusiva para fixar o valor proposto, pois mais importante do que concertar posições é fazer o que está certo.
Governo economia salários
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