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José Rodrigues

Lama na campanha

A campanha eleitoral que já está em curso não tem sido propriamente serena.

José Rodrigues 31 de Agosto de 2015 às 00:30
A campanha eleitoral que já está em curso não tem sido propriamente serena, e muito menos elevada, mas no fim de semana desceu a um novo e deplorável nível com as declarações proferidas na Universidade de Verão do PSD pelo eurodeputado social-democrata Paulo Rangel, que, ao elogiar o que considera o "ataque sério e consistente" feito pelo atual Governo à corrupção e promiscuidade, lançou a questão: "Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação?"

O PS, compreensivelmente, reagiu com indignação a tais palavras, que, para começar, põem em causa a independência da Justiça, sugerindo que esta é controlada pelos governos, e instou o primeiro-ministro a pronunciar-se. Mas, sem surpresa, Passos Coelho não teve pejo em desculpabilizar Rangel.

Se os socialistas pagarem na mesma moeda, usando como arma de arremesso, por exemplo, o caso Tecnoforma, o caso Dias Loureiro, o caso Relvas, ou o caso dos submarinos, teremos a pior das campanhas: aquela em que o objetivo central não é discutir o que importa, mas apenas cobrir de lama o adversário.
opinião José Rodrigues
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