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José Rodrigues

Maré de "aselhice"

Decididamente, tudo corre mal a António Costa.

José Rodrigues 24 de Agosto de 2015 às 00:30
Decididamente, tudo corre mal a António Costa - basta lembrar os exemplos mais recentes, desde o episódio dos cartazes ao dos 207 mil empregos, passando pela desafiadora candidatura de Maria de Belém à Presidência e as declarações incendiárias de José Sócrates. Maré de azar? Será, sobretudo, maré de "aselhice". O termo foi, recorde-se, usado pelo líder do PS no caso dos cartazes, mas pode aplicar-se no caso dos 207 mil empregos.

Assustado com a reação aos cálculos do PS que apontam para a criação desse número exato de empregos, e nomeadamente com o facto de tal ser encarado como uma promessa, Costa apressou-se a esclarecer que o que estava em causa não eram promessas mas sim "estimativas dos resultados das promessas". E foi pior a emenda que o soneto, pois desse modo minou a credibilidade do cenário, assumido como mera simulação.

Falta pouco mais de um mês para as eleições e Costa não atingiu nenhum dos grandes objetivos a que se propôs. Não conseguiu nem afirmar o PS como alternativa clara, nem unir o partido, nem resolver esse verdadeiro ‘pedregulho’ no sapato do partido que é a herança Sócrates.
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