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José Rodrigues

O défice que conta

A UE poderá até não punir efetivamente os recalcitrantes, mas não deixará de tentar vergá-los.

José Rodrigues 11 de Julho de 2016 às 01:45
A Comissão Europeia não recomendou sanções a Portugal e Espanha, mas não deixou de proferir as acusações que fazem dos dois países réus no processo do défice excessivo que vai agora a julgamento no Ecofin. Embora a sentença seja incerta, parece evidente no nosso caso que o cerne da questão não é tanto o défice orçamental, mas sobretudo o défice obedencial…

De facto, para Bruxelas, o problema central é o Governo da ‘geringonça’ e as políticas de reversão que desafiam o rumo por ela traçado. No momento particularmente delicado que vive, a UE poderá até não punir efetivamente os recalcitrantes, mas não deixará de tentar vergá-los.

Juncker reconheceu-o implicitamente ao afirmar que, antes de multar Portugal e Espanha, é preciso determinar a vontade e capacidade dos dois países de conseguir que as suas economias voltem ao "caminho certo".

Ao declarar, pedantemente, que se ainda fosse ministra da Finanças a questão das sanções não se colocaria, Maria Luís Albuquerque sempre tinha alguma razão: a obediência, que nela e no seu Governo era genuinamente uma fé, garantiria a paz que Bruxelas não dá, nem dará, à ‘geringonça’…
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